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http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/41101| Título: | Termografia em lesões por pressão |
| Título(s) alternativo(s): | Thermography in pressure injuries |
| Autor(es): | Voziniak, Patrícia Jucele da Silva |
| Orientador(es): | Ulbricht, Leandra |
| Palavras-chave: | Úlcera de decúbito Termografia médica Diagnóstico por imagem Inteligência artificial - Aplicações médicas Pele - Doenças - Diagnóstico Unidade de tratamento intensivo Teoria bayesiana de decisão estatística Bedsores Medical thermography Diagnostic imaging Artificial intelligence - Medical applications Skin - Diseases - Diagnosis Intensive care units Bayesian statistical decision theory |
| Data do documento: | 25-Fev-2026 |
| Editor: | Universidade Tecnológica Federal do Paraná |
| Câmpus: | Curitiba |
| Citação: | VOZINIAK, Patricia Jucele da Silva. Termografia em lesões por pressão. 2026. Dissertação (Mestrado em Engenharia Biomédica) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba, 2026. |
| Resumo: | As lesões por pressão (LPP) representam um importante problema de saúde pública, especialmente em pacientes acamados, idosos e pessoas internadas em unidades de terapia intensiva ou enfermarias. Atualmente, sua avaliação é realizada principalmente por inspeção visual e pelo uso de escalas de risco, como a Escala de Braden, amplamente utilizada no Brasil. No entanto, esses métodos podem apresentar limitações por dependerem da interpretação do profissional, dificultando o acompanhamento mais preciso da evolução e da cicatrização das lesões. Apesar do grande número de estudos sobre essas ferramentas, ainda não há evidências consistentes de que elas reduzam a incidência de lesões por pressão. Além disso, diretrizes internacionais mostram que cada escala possui limitações e não avalia todos os fatores de risco envolvidos no desenvolvimento dessas lesões. Este estudo teve como objetivo analisar o comportamento térmico das lesões por pressão (LPP) por meio de imagens termográficas. Foram incluídos indivíduos de ambos os sexos, com idade entre 20 e 90 anos, internados em unidade de terapia intensiva de um hospital de referência localizado na cidade de Curitiba, Paraná. Foram excluídos pacientes impossibilitados de realizar mudança de decúbito, para padronização da aquisição das imagens termográficas. Inicialmente, foram analisados termogramas de cinco participantes com LPP em diferentes estágios, comparando-se as áreas lesionadas com regiões de tecido saudável. Observou-se que temperaturas elevadas estavam associadas a regiões com maior vascularização, enquanto áreas necróticas apresentaram temperaturas inferiores. Em seguida, aplicou-se a equação de bioaquecimento de Pennes para estimar a perfusão sanguínea em três condições (sem lesão, estágio intermediário e estágio avançado). Os resultados indicaram perfusão nula na condição sem lesão, perfusão positiva no estágio intermediário (𝜔ˆ = +0,01023) e negativa no estágio avançado (𝜔ˆ = −0,000272), sugerindo redução progressiva do fluxo sanguíneo conforme o avanço da lesão. Na etapa final, foram analisados termogramas de 30 pacientes, totalizando 43 curvas de nível inicialmente e, posteriormente, 28 curvas adicionais para validação externa. As regiões de interesse foram segmentadas pelo algoritmo K-means utilizando um limiar térmico de 34,9 °C, sendo o risco das lesões classificado pelo método Naive Bayes, o que possibilitou o desenvolvimento de uma escala térmica cromática para lesões por pressão baseada em classificador bayesiano, a qual alcançou acurácia de 90,0%, sensibilidade de 89,47%, especificidade de 90,90% e índice kappa de 0,81. Conclui-se que a termografia infravermelha, integrada a modelos matemáticos e probabilísticos, constitui uma ferramenta promissora para a equipe multiprofissional, permitindo a identificação objetiva e precoce de alterações teciduais com elevado potencial prognóstico. |
| Abstract: | Pressure injuries (PI) represent a major public health problem, especially among bedridden patients, older adults, and individuals hospitalized in intensive care units or general wards. Currently, their assessment is primarily based on visual inspection and risk assessment tools, such as the Braden Scale, which is widely used in Brazil. However, these methods may present limitations because they rely on professional interpretation, making the monitoring of lesion progression and healing less precise. Despite the large number of studies on these tools, there is still no consistent evidence demonstrating their effectiveness in reducing the incidence of pressure injuries. Furthermore, international guidelines indicate that each scale has limitations and does not assess all risk factors involved in the development of these lesions. This study aimed to analyze the thermal behavior of pressure injuries using thermographic images. Individuals of both sexes, aged between 20 and 90 years, admitted to the intensive care unit of a reference hospital in Curitiba, Paraná, Brazil, were included in the study. Patients unable to undergo repositioning were excluded to standardize thermographic image acquisition. Initially, thermograms from five participants with pressure injuries at different stages were analyzed, comparing injured areas with healthy tissue regions. Higher temperatures were associated with regions of increased vascularization, whereas necrotic areas exhibited lower temperatures. Subsequently, the Pennes bioheat equation was applied to estimate blood perfusion under three conditions: no injury, intermediate-stage injury, and advanced-stage injury. The results indicated near-zero perfusion in the no-injury condition, positive perfusion in the intermediate stage (𝜔ˆ = +0.01023), and negative perfusion in the advanced stage (𝜔ˆ = −0.000272), suggesting a progressive reduction in blood flow as the injury advanced. In the final stage, thermograms from 30 patients were analyzed, totaling 43 contour curves initially and an additional 28 curves for external validation. Regions of interest were segmented using the K-means algorithm with a thermal threshold of 34.9 °C. Injury risk was classified using the Naive Bayes method, enabling the development of a thermographic color scale for pressure injury risk assessment based on Bayesian classification. The proposed model achieved an accuracy of 90.0%, sensitivity of 89.47%, specificity of 90.90%, and a Cohen’s kappa coefficient of 0.81. It is concluded that infrared thermography, integrated with mathematical and probabilistic models, constitutes a promising tool for multidisciplinary healthcare teams, enabling the objective and early identification of tissue alterations with high prognostic potential. |
| URI: | http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/41101 |
| Aparece nas coleções: | CT - Programa de Pós-Graduação em Engenharia Biomédica |
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